A Santa Missa da Assembleia Arquidiocesana dos Círculos Bíblicos e da investidura de 40 novos ministros do Ministério da Consolação e Esperança foi realizada na Catedral de São Sebastião, no Centro, no dia 2 de maio. A celebração foi presidida pelo arcebispo metropolitano, Cardeal Orani João Tempesta, e reuniu sacerdotes e leigos representantes de diversas paróquias da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Participaram da celebração o assistente eclesiástico dos Círculos Bíblicos, padre Fabio Santos de Mello, e do Ministério da Consolação e Esperança, o bispo referencial Dom Tiago Stanislaw e o assistente eclesiástico, padre Niraldo Lopes de Carvalho.
Presença missionária
No início da celebração, o arcebispo ressaltou a importância dos grupos de Círculos Bíblicos existentes na arquidiocese, considerados expressão concreta da evangelização nas comunidades, sinal de uma Igreja missionária e próxima do povo. “São mais de 1.200 grupos de Círculos Bíblicos em toda a nossa arquidiocese, que fazem essa presença capilar em toda a nossa caminhada arquidiocesana”, afirmou.
Dom Orani também incentivou a expansão do Ministério da Consolação e Esperança, com leigos preparados para atuar junto a famílias enlutadas, especialmente em velórios e cemitérios, oferecendo apoio espiritual, escuta e conforto. “Rezamos também pela investidura de novos ministros da Consolação e Esperança, para que sejam fortalecidos em sua missão de levar consolo, esperança e fé aos que mais necessitam”, disse.
Cristo, centro da fé
Na homilia, o arcebispo destacou a centralidade de Jesus Cristo como Filho de Deus e a missão evangelizadora dos fiéis diante dos desafios do tempo presente. Ao refletir sobre o Evangelho (João 14,7-14), ressaltou: “Quem me viu, viu o Pai”, afirmando que reconhecer Jesus como o Verbo encarnado é o fundamento da fé cristã.
Inspirado no testemunho de Santo Atanásio, bispo e doutor da Igreja, Dom Orani recordou a importância da fidelidade à doutrina. “Nós somos chamados a proclamar Cristo como Deus presente no meio de nós”, afirmou, lembrando que a Igreja sempre enfrentou resistências ao anúncio do Evangelho.
Chamados à missão
O arcebispo mencionou a missão dos primeiros cristãos, destacando a necessidade de coragem na evangelização. “Era preciso anunciar a Palavra de Deus primeiro a vós, mas como a rejeitais… vamos nos dirigir aos pagãos (At 13,44-52)”, citou.
Ao dirigir-se aos participantes, incentivou a expansão dos grupos na cidade: “Que não haja nenhuma rua de nossa arquidiocese sem a presença dos Círculos Bíblicos”, destacou, reforçando a importância da leitura orante da Palavra de Deus.
A homilia evidenciou ainda a missão dos ministros da Consolação e Esperança, chamados a levar conforto espiritual às famílias enlutadas, como presença concreta da Igreja junto aos que sofrem.
Perseverança na fé
Dom Orani destacou que a vivência cristã exige firmeza diante das dificuldades do mundo atual. “Nem sempre foi fácil pregar o Evangelho”, afirmou, recordando que os cristãos são chamados a permanecer firmes na missão.
O arcebispo reforçou o caráter missionário das diversas frentes de evangelização. “É um trabalho missionário e evangelizador”, disse, ao destacar a presença da Igreja nas comunidades e junto às famílias.
Por fim, exortou os fiéis a viverem o tempo pascal como impulso missionário: “Somos chamados a continuar convictos de quem se encontrou com Jesus Cristo e a anunciá-lo a todas as pessoas”.
Serviço e testemunho dos leigos
No final da celebração, o bispo referencial do Ministério da Consolação e Esperança, Dom Tiago Stanislaw, destacou a importância do serviço dos leigos na vida da Igreja. “Deus a construiu chamando todos nós ao serviço. Cada um de nós nasceu com seus dons e talentos”, afirmou.
Ele ressaltou que os Círculos Bíblicos e o ministério são sinais concretos da presença de Deus. “O serviço como Círculos Bíblicos ou como serviço dos ministros da Consolação e Esperança são sinais da presença de Deus”, disse.
Ao dirigir-se aos novos ministros, incentivou a vivência da missão com generosidade: “Quero hoje, de modo especial, parabenizar a vocês, novos ministros da Consolação e Esperança, pelo seu ‘sim’ que cada um deu ao chamado da Igreja”.
Dom Tiago também destacou a importância do acompanhamento às famílias enlutadas. “Tudo o que envolve este serviço, alegrias e tristezas, ofertem ao Senhor como resposta ao amor dele”, orientou.
Por fim, reforçou o caráter missionário do trabalho desenvolvido na Arquidiocese: “A presença de vocês em cada lugar da nossa cidade torna mais visível e mais presente o amor de Deus”, concluiu.
Carlos Moioli