O arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, O.Cist., presidiu na tarde de domingo, dia 14 de junho, a celebração da Palavra de Deus e o rito da bênção da pedra fundamental da nova sede do Seminário Missionário Arquidiocesano Redemptoris Mater do Rio de Janeiro.
O rito foi realizado no terreno onde será construída a nova sede do seminário, na Rua Cardoso Júnior, 755, na comunidade Mundo Novo, localizada no Morro Mundo Novo, um maciço de encosta entre os bairros de Laranjeiras e Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A área, contendo 2.167 metros quadrados, foi doada à Arquidiocese do Rio de Janeiro pela benfeitora Maria Helena da Silva Pereira Kazzani, com a intenção de abrigar um seminário ou uma casa de retiros.
O projeto, desenvolvido pelo arquiteto Renato Aurélio Barbosa, prevê espaços destinados à formação humana, espiritual e acadêmica dos futuros sacerdotes, além de uma igreja dedicada a Maria Rainha dos Apóstolos, que também estará a serviço da comunidade local.
Presenças
A celebração reuniu seminaristas, presbíteros, formadores, comunidades neocatecumenais, famílias em missão e a equipe nacional responsável pelo Caminho Neocatecumenal no Brasil, composta pelo padre José Folque, Raúl Viana e Toña Santiago.
Entre os presentes — anunciados pelo reitor do Seminário Missionário Arquidiocesano Redemptoris Mater, padre Marcos André Nascimento Silva — estavam o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom José Maria Pereira; o reitor do Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos, padre André Luiz Oliveira dos Santos; o casal catequista do Caminho Neocatecumenal de Varsóvia, na Polônia, Marek e Anna Kalbarczykowie; o deputado federal Hugo Leal; o engenheiro supervisor Luiz Carlos dos Santos; e o mestre de obras Valdimar Silva dos Santos, conhecido como Maranhão.
O reitor também saudou as diversas comunidades e famílias em missão do Caminho Neocatecumenal, provenientes das paróquias Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, em Copacabana; Jesus de Nazaré, na Maré; Santo André, no Caju; Nossa Senhora da Assunção, em Sulacap; e São João Batista, em Campo Grande, todas da Arquidiocese do Rio de Janeiro, e das paróquias Nossa Senhora Auxiliadora, em Santa Rosa, e Nossa Senhora da Esperança, em Ititioca, ambas da Arquidiocese de Niterói (RJ).
Fez a apresentação de seis famílias em missão no Estado do Rio de Janeiro, que vieram de Brasília, Franca, Planaltina de Goiás e São Paulo. Também paroquianos da Basílica Imaculada Conceição, em Botafogo, assim como benfeitores e amigos de Barbacena, Contagem e Fortaleza.
“O seminário é uma obra do Espírito Santo”
As palavras iniciais da cerimônia foram feitas por um dos responsáveis pelo Caminho Neocatecumenal no Brasil, padre José Francisco Folque Nicolau, que destacou a importância da comunhão com a Igreja e a ação do Espírito Santo na obra que começa a ser construída.
“O Caminho Neocatecumenal, como toda a Igreja, está unido a Pedro e, portanto, à comunhão. A alegria da comunhão vem de Cristo, não é nossa”, afirmou.
O sacerdote espanhol da Arquidiocese de Barcelona, que vive no Brasil há 40 anos e, na mesma data, celebrou 30 anos à frente do Caminho Neocatecumenal no país, recordou que a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte é o fundamento da esperança cristã e da missão evangelizadora da Igreja.
“Cristo ressuscitou, nos perdoou, apagou todas as dívidas que tínhamos por causa da nossa miséria e nos deu gratuitamente o dom da ressurreição”, destacou.
Padre José Folque reconheceu que a concretização do seminário é uma ação providencial de Deus após anos de espera e trabalho.
“O seminário é uma obra do Espírito Santo, de Cristo ressuscitado. Nós lutamos anos e anos e, quando Deus quis, apareceu a oferta do terreno”, disse, ressaltando ainda que o seminário pertence à Arquidiocese do Rio de Janeiro, em sintonia com a natureza missionária do Caminho. “Tudo é diocesano. Nós anunciamos Cristo na gratuidade total.”
O responsável pelo Caminho Neocatecumenal também enfatizou a importância da redescoberta do catecumenato, inspiração do Concílio Vaticano II, como instrumento de renovação da vida cristã. Segundo ele, a Igreja é chamada a acolher aqueles que se afastaram da fé, oferecendo-lhes um caminho de conversão e encontro com Cristo.
“Somos chamados a colaborar humildemente para colocar nas dioceses e paróquias um caminho de retorno para aqueles que estão afastados da fé. A Igreja, acima de tudo, é uma mãe”, afirmou.
Concluindo sua reflexão, destacou que a missão da Igreja é conduzir os homens à vida nova em Cristo: “No batistério, Deus renova a vida velha do pecado e nos dá uma vida nova.”
“A Providência divina conduziu tudo até aqui”
O pároco da Basílica Imaculada Conceição, em Botafogo, cônego Marcos William Bernardo, em cujo território paroquial se localiza a sede do seminário, destacou a importância da nova instituição para a comunidade local e para a missão evangelizadora da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
O sacerdote recordou a história da comunidade Mundo Novo, marcada pela presença de famílias migrantes vindas principalmente do Nordeste e de Portugal, que ajudaram a construir a identidade cultural da região. Segundo ele, a comunidade sempre demonstrou preocupação com o futuro do que deveria ser construído no terreno.
“Hoje os moradores do Mundo Novo estão felizes pela construção do seminário. Esta é uma conquista da comunidade, que sempre desejou algo que contribuísse para o bem comum e para a evangelização.”
Ao recordar os primeiros contatos com o terreno, o sacerdote mencionou a confiança depositada por Dom Orani.
“O primeiro a receber o terreno fui eu. Naquele momento, parecia uma missão muito difícil, mas a Providência divina conduziu tudo até aqui”, disse.
Para o cônego Marcos William, a instalação do Seminário Redemptoris Mater abre horizontes para uma evangelização que ultrapassa os limites da comunidade local.
“Vocês formarão padres e famílias missionárias e, daqui, poderão evangelizar não apenas Botafogo, mas o Brasil e, quem sabe, o mundo inteiro, através da unidade com Cristo.”
“Deste seminário sairão presbíteros que anunciarão o Evangelho em muitos lugares do mundo”
Em sua mensagem, o reitor do Seminário Redemptoris Mater, padre Marcos André, destacou a importância da comunidade cristã na formação sacerdotal e o caráter missionário da instituição, que nasceu como fruto da Jornada Mundial da Juventude realizada no Rio de Janeiro em 2013.
Ao recordar a missão do seminário, o sacerdote ressaltou que a formação dos futuros presbíteros está profundamente ligada à experiência da vida comunitária e da iniciação cristã.
“É importantíssima uma comunidade cristã na formação dos sacerdotes da Igreja Católica. É nela que experimentamos desde o anúncio do querigma até a renovação das promessas batismais, reconhecendo a Igreja como mãe que nos conduz”, afirmou.
Padre Marcos André lembrou que o Seminário Redemptoris Mater foi erigido pelo Cardeal Orani João Tempesta em 3 de novembro de 2013, inspirado pelo apelo missionário deixado pelo Papa Francisco quando esteve no Rio de Janeiro, em 2013, na primeira viagem apostólica de seu pontificado.
“Como fruto da Jornada Mundial da Juventude nasceu também o Seminário Redemptoris Mater, em sintonia com o chamado do Papa Francisco para uma Igreja em saída”, destacou.
Atualmente, o seminário conta com 24 seminaristas de oito nacionalidades, além de vocacionados que realizam missões em diferentes regiões do Brasil e do exterior. Desde sua criação, a instituição já contribuiu para a ordenação de quatro sacerdotes a serviço da Arquidiocese e da missão evangelizadora da Igreja. São eles os padres Pedro Henrique Rodrigues Ribeiro, Omar Huerta Ramirez, David Campos Sevillano e Ricardo de Souza, além do diácono Leonardo Barbosa Ripa.
O reitor também apresentou o projeto arquitetônico da nova sede, onde a benfeitora desejava que o espaço fosse destinado à evangelização e à formação de missionários. A intenção da doadora foi renovada em 21 de outubro de 2016, e os projetos arquitetônicos foram aprovados em 2022. A preparação do terreno e as obras começaram em 2024. As licenças de obra e ajudas financeiras foram obtidas em dias de santos padroeiros: São Tiago Apóstolo, São João Paulo II e São Carlos Borromeu, sendo interpretado como um sinal divino.
“Deste seminário sairão presbíteros que anunciarão o Evangelho em muitos lugares do mundo”, afirmou.
Durante a cerimônia, foram lembrados com carinho os 527 benfeitores que colaboraram com a construção. Seus nomes foram inseridos na fundação da futura igreja do seminário.
“Os nomes de vocês estão aqui no piso desta igreja. Sempre que celebrarmos a Eucaristia, nos lembraremos de cada um de vocês”, disse o sacerdote.
Além de servir à formação dos seminaristas, o novo complexo também beneficiará a comunidade local.
“A igreja será também uma capela a serviço dos moradores, oferecendo a Eucaristia, celebrações e acompanhamento na vida cristã”, explicou.
Padre Marcos destacou que a construção representa uma obra de fé e confiança na Providência divina. Citando o Salmo 127, recordou: “Se o Senhor não construir a casa, em vão trabalham os construtores”. E acrescentou: “Esta construção deve despertar em todos nós sentimentos de gratidão. Somos cooperadores de Deus quando colocamos nossas obras a serviço dos irmãos e da evangelização.”
“O único e verdadeiro alicerce sobre o qual edificamos a nossa vida é Jesus Cristo”
Após a leitura do Evangelho proclamado pelo padre Pedro Henrique Rodrigues Ribeiro, na qual Jesus conta a parábola do homem que constrói sua casa sobre a rocha (Lc 6,46-49), Dom Orani ressaltou a importância da nova obra para a formação de sacerdotes missionários e para a evangelização da Arquidiocese do Rio de Janeiro e de diversas regiões do mundo.
O arcebispo recordou, em sua homilia, que o projeto nasceu da Providência divina e da generosidade da doadora do terreno, que desejava a construção de uma igreja e de um espaço dedicado à formação e à missão.
Segundo ele, a futura Igreja Maria Rainha dos Apóstolos estará profundamente ligada à vocação missionária do seminário.
“Estamos aqui no lugar onde será construída a igreja, dedicada a Maria Rainha dos Apóstolos, em sintonia com a missão para a qual serão preparados os futuros sacerdotes.”
Ao explicar o significado da celebração, Dom Orani destacou a tradição da Igreja de abençoar o terreno e a pedra fundamental antes do início das construções religiosas. Para ele, esses gestos possuem um profundo valor espiritual.
“Nenhum fundamento pode ser colocado a não ser Jesus Cristo. Temos muitos alicerces nesta construção, mas o único e verdadeiro alicerce sobre o qual edificamos a nossa vida é Jesus Cristo, nosso Senhor.”
O arcebispo também relacionou a imagem da pedra fundamental ao testemunho cristão diante das dificuldades da vida.
“Podem soprar os ventos e surgir inúmeras dificuldades, mas não cai a casa construída sobre a rocha”, afirmou, recordando que a solidez da missão da Igreja está firmada na presença de Cristo.
Ao mencionar os desafios enfrentados para a concretização do projeto, Dom Orani agradeceu o empenho das equipes envolvidas na obtenção das licenças e na preparação da obra.
Segundo ele, a perseverança foi essencial para superar os obstáculos encontrados ao longo do caminho.
“Foram muitas exigências e dificuldades, mas chegamos até aqui pela graça de Deus e pelo trabalho perseverante daqueles que acreditaram neste projeto.”
O arcebispo ressaltou ainda que o seminário será um centro de formação missionária a serviço da Igreja no Brasil e no exterior.
“Neste terreno abençoado serão formados homens abençoados por Deus, enviados para levar a bênção de Deus a tantas pessoas pelo mundo afora.”
Além da formação sacerdotal, Dom Orani destacou o impacto pastoral que a nova igreja terá sobre os moradores da região.
“A presença desta igreja será também uma oportunidade de evangelização para esta área, oferecendo um espaço de oração, acolhimento e vida comunitária.”
Concluindo sua reflexão, o arcebispo convidou os presentes a olhar com gratidão para a história já construída e com esperança para o futuro.
“Agradecemos pelo passado, celebramos o presente e pedimos a Deus pelo futuro. Não há outro fundamento para a nossa vida senão Jesus Cristo, nosso Senhor”, disse o arcebispo, afirmando que a obra representa um sinal concreto da ação de Deus e da confiança da Igreja na força transformadora do Evangelho.
Rito de bênção da pedra fundamental
No momento do rito de bênção da pedra fundamental, foi feita a leitura da ata da cerimônia, assinada pelo arcebispo, pelos membros da equipe responsável pelo Caminho Neocatecumenal no Brasil, pelos formadores do Seminário Redemptoris Mater, pelo reitor, padre Marcos André, pelo vice-reitor, padre Rafael Enrique Macedo, pelo diretor espiritual, padre Joan Salvador Murgui Copovi, e por convidados.
Na urna, que é a pedra de fundação, Dom Orani colocou a ata, exemplares da edição de 14 de junho de 2026 do jornal *Testemunho de Fé*, uma moeda comemorativa de São João Paulo II e também moedas do Brasil, da Argentina e de alguns países da Europa.
A aspersão de água benta no terreno foi feita pelo bispo auxiliar Dom José Maria Pereira.
Em seguida, a urna foi colocada no local onde será construído o altar da igreja do seminário e, após a aspersão com água benta pelo arcebispo, o espaço foi selado com cimento utilizando uma colher de pedreiro de valor simbólico para o reitor.
“A colher de pedreiro hoje utilizada faz parte do memorial da reconstrução da Catedral de São João Batista, em Varsóvia, na Polônia, datada de 24 de junho de 1947. Ela foi doada pela neta de um senhor que ajudou a reconstruir a igreja, destruída na Segunda Guerra Mundial”, contou o padre Marcos André.
“A Dom Orani se deve a concessão deste lugar”
Na conclusão da cerimônia, antes da bênção final, o responsável pelo Caminho Neocatecumenal no Brasil, padre José Folque, ressaltou a importância da comunhão eclesial e da formação de novos missionários para a evangelização da Igreja.
O sacerdote agradeceu a Dom Orani pelo apoio constante ao Caminho Neocatecumenal e pela viabilização do espaço onde será construído o seminário.
“Dom Orani é um pastor, um guia e uma ajuda sempre presente. A ele também se deve a concessão deste lugar que hoje agradecemos ao Senhor ao colocar esta pedra fundamental”, afirmou.
Padre José destacou ainda a presença de Dom José Maria, ressaltando o valor da unidade entre os membros da Igreja.
“Para nós, é sempre um sinal de comunhão e uma alegria compartilhar juntos o mesmo mistério de Cristo”, disse.
Ao refletir sobre o significado da pedra fundamental, o sacerdote recordou que ela simboliza o próprio Cristo, recebido pelos cristãos no Batismo.
“A pedra fundamental é Cristo. Espero que todos, como comunidade, sejam esta pedra que se alimenta do pão e do vinho de Cristo”, declarou.
Neste sentido, padre José definiu os discípulos como uma pedra mole e forte ao mesmo tempo. “Mole porque ama e forte porque anuncia a verdade de Cristo morto e ressuscitado.”
Para o sacerdote, é sobre essa verdade que se constrói uma sociedade verdadeiramente renovada pela força do Evangelho. Ele também incentivou os fiéis a viverem sua vocação cristã como testemunhas no mundo. “Que possamos crescer nesta verdade que é Cristo e ser luz, sal e fermento no meio da sociedade onde vivemos”, afirmou.
Padre José expressou ainda o desejo de que o novo seminário se torne um fecundo centro de formação missionária para a Igreja.
“Que este seminário produza muitos presbíteros missionários capazes de anunciar o Evangelho ao mundo inteiro. Esta é uma riqueza para toda a Igreja e para a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro”, concluiu.
“Anunciar Cristo em todos os lugares”
Em sua mensagem, o bispo auxiliar Dom José Maria Pereira destacou a importância do Seminário Redemptoris Mater para a formação de novos missionários a serviço da Igreja.
Segundo ele, a nova instituição nasce com a missão de preparar sacerdotes comprometidos com o anúncio do Evangelho em diversas partes do mundo.
“Que este seminário que está nascendo possa realmente transbordar o amor de Cristo para tantos lugares do mundo”, afirmou.
Dom José Maria também agradeceu a todos que contribuíram para a concretização do projeto e ressaltou que Cristo deve permanecer como fundamento de toda ação evangelizadora. “Que nunca deixemos de anunciar Cristo em todos os lugares”, concluiu.
Caminho Neocatecumenal
Os seminários Redemptoris Mater surgiram a partir do impulso missionário da Igreja após o Concílio Vaticano II e da chamada à Nova Evangelização promovida por São João Paulo II. Atualmente, existem mais de uma centena desses seminários nos cinco continentes. No Brasil, existem seminários em Brasília (DF), Belém (PA), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).
Embora ligados ao Caminho Neocatecumenal, que é um itinerário de iniciação cristã iniciado em 1964 pelo espanhol Kiko Argüello e pela teóloga Carmen Hernández, são seminários diocesanos erigidos pelos respectivos bispos e colocados inteiramente a serviço das Igrejas locais.
Após a ordenação, seus presbíteros permanecem sob a autoridade do bispo diocesano, podendo ser enviados em missão conforme as necessidades da evangelização.
Segundo um dos responsáveis pelo Caminho Neocatecumenal no Brasil, Raúl Viana, a trajetória e a missão evangelizadora desse itinerário de formação cristã tiveram início na Espanha por meio de Kiko Argüello e Carmen Hernández.
Ao recordar as origens do Caminho Neocatecumenal, ele explicou que a experiência nasceu em Madri a partir da formação de pequenas comunidades cristãs inspiradas pela ação do Espírito Santo.
“O que Kiko e Carmen estavam fazendo em Madri era construir algo que o Espírito Santo inspirava: comunidades cristãs que rapidamente se espalharam por Roma e por diversas partes do mundo”, afirmou.
Segundo ele, o Caminho chegou ao Brasil em 1973, inicialmente nos estados do Paraná e de São Paulo, expandindo-se posteriormente para todas as regiões do país.
Desde então, tem contribuído para a renovação da vida cristã por meio de um itinerário de iniciação à fé destinado especialmente àqueles que estão afastados da Igreja ou que necessitam aprofundar sua experiência com Cristo.
Raúl ressaltou que um dos frutos mais significativos dessa caminhada é o surgimento dos Seminários Redemptoris Mater, que unem a formação sacerdotal à formação cristã vivida nas comunidades.
“A beleza e a graça deste seminário estão no fato de que a Igreja reconheceu a importância de unir a formação presbiteral à iniciação cristã, respondendo aos desafios dos tempos atuais”, destacou.
O representante do Caminho Neocatecumenal explicou ainda que os seminaristas são preparados para servir onde a Igreja mais necessitar, colocando-se à disposição da missão universal.
“Os futuros presbíteros estão prontos para ir a qualquer lugar do mundo, ajudando a Arquidiocese a cumprir sua missão evangelizadora não apenas no Rio de Janeiro, mas também em outras nações”, afirmou.
Ao abordar a dimensão missionária do seminário, Raúl relacionou a iniciativa ao chamado de São João Paulo II para uma nova evangelização.
“Nova evangelização significa anunciar o Evangelho aos que não conhecem a fé ou que se afastaram dela. Os presbíteros são instrumentos para conduzir as pessoas ao encontro com Cristo”, disse.
Por fim, ele destacou que a missão do Caminho Neocatecumenal vai além da formação de sacerdotes, promovendo também o envio de famílias missionárias para diferentes partes do mundo.
“Junto com os sacerdotes, as famílias em missão ajudam a criar comunidades cristãs e a fortalecer a presença da Igreja onde ela mais precisa estar”, concluiu.
Carlos Moioli