O Vicariato para a Caridade Social da Arquidiocese do Rio de Janeiro promoveu a celebração do 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, realizada na Paróquia Santo André, no Caju, pertencente ao Vicariato Urbano. O momento reuniu fiéis, agentes das pastorais sociais e representantes de diversas iniciativas sociais.
Celebrado anualmente, o evento reúne as pastorais sociais da Igreja em uma ação comum no âmbito arquidiocesano, reafirmando o compromisso com a promoção da dignidade humana e a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e da população em situação de maior vulnerabilidade.
A celebração foi presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, que destacou o significado da data como expressão de luta, resistência e esperança para os trabalhadores e as trabalhadoras. Em sua reflexão, recordou que a Arquidiocese do Rio de Janeiro conta com mais de 30 pastorais sociais e mencionou o magistério social do Papa Leão XIII, especialmente a Encíclica Rerum Novarum (“Das Coisas Novas”), publicada em 1891 e considerada um marco da Doutrina Social da Igreja. Também destacou o Papa Pio XII, que, em 1955, instituiu a Festa de São José Operário.
O arcebispo ressaltou ainda a importância da atuação dessas pastorais no enfrentamento dos inúmeros desafios presentes nas grandes cidades, especialmente aqueles relacionados às profundas desigualdades sociais, à falta de moradia digna e à exclusão social, realidade que exige permanente capacidade de reinvenção e compromisso com a promoção da dignidade humana.
“São José Operário, que com seu trabalho digno proveu o sustento da Família de Nazaré, seja exemplo de dedicação, empenho, zelo e justiça no mundo do trabalho. Que sua intercessão nos motive ainda mais na defesa de condições justas de trabalho, na garantia de segurança e de salários dignos a todos os trabalhadores e trabalhadoras” – destacou o arcebispo.
A celebração contou com a presença do vigário episcopal para a Caridade Social, monsenhor Manoel Manangão, dos coordenadores arquidiocesanos da Pastoral de Moradia e Favela, monsenhor Luiz Antônio Pereira Lopes, e da Pastoral do Povo da Rua, monsenhor Gustavo José Cruz Auler, do pároco da Paróquia Santo André, padre David Campos, do vigário paroquial, padre Ricardo de Souza, do diácono Walter Sotero, e demais membros do clero arquidiocesano.
Ao final da celebração, foi lida uma carta aberta alusiva à data, elaborada pelas pastorais sociais da Arquidiocese do Rio de Janeiro. O documento destacou a necessidade de garantir a todos os trabalhadores o direito à moradia digna, tema da Campanha da Fraternidade 2026.
A participação das pastorais sociais reforçou o papel da Igreja na articulação de ações concretas em defesa dos direitos humanos e na construção de caminhos voltados à promoção da justiça social, da solidariedade e da cidadania.
Cláudio Santos – Coordenador das Pastorais Sociais dos Vicariatos Norte e Tijuca