Comunicação e humanidade estão no centro do primeiro dia do 13º Seminário de Comunicação Social

Cerca de 120 comunicadores participam, de 18 a 21 de agosto, do 13º Seminário de Comunicação Social, no Centro de Estudos do Sumaré, no Rio de Janeiro. “Narrativas imersivas e confiança pública: desafios da comunicação humana entre transmídia, IA e desinformação” é o tema desta edição.

O primeiro dia, realizado na noite de terça-feira, foi marcado pela acolhida e pelo encontro entre os participantes. A programação teve início às 18h, com a celebração da Santa Missa. Idealizador do seminário, o Padre Arnaldo Rodrigues conduziu a abertura e mediou os momentos de diálogo, acolhendo os comunicadores e apresentando a proposta desta edição.

Na abertura, o Cardeal Orani João Tempesta convidou os comunicadores a olhar para as transformações tecnológicas com esperança, mas também sem ingenuidade. A reflexão teve como uma de suas referências o documento Quo vadis, humanitas?, da Comissão Teológica Internacional, aprovado pelo Papa Leão XIV.

Ao falar sobre a presença da Igreja no ambiente digital, o Cardeal fez uma distinção importante: “Não podemos confundir viralização com evangelização”. Segundo ele, alcançar muitas pessoas não significa, necessariamente, estabelecer uma relação. “Nem tudo que gera engajamento gera conexão verdadeira”, destacou.

A reflexão trouxe para o centro do encontro uma questão que acompanha o trabalho cotidiano dos comunicadores: como utilizar as novas tecnologias sem permitir que a lógica das plataformas determine a maneira de comunicar e evangelizar?

A programação contou ainda com a palestra do professor Arthur Ituassu, diretor do Departamento de Comunicação da PUC-Rio. Em sua exposição, intitulada “Entre algoritmos e consciências: narrativas imersivas e o comunicador da Igreja como construtor de confiança e democracia”, ele abordou as mudanças provocadas pelos algoritmos e pelas novas formas de circulação da informação.

A discussão passou pelo papel do comunicador na construção da confiança pública em um cenário marcado pela desinformação e pela transformação acelerada das tecnologias. Entre a celebração, as reflexões e os momentos de convivência, a primeira noite também foi espaço de reencontro e partilha entre aqueles que vivem a missão de comunicar na Igreja.

A programação segue até 21 de agosto. Ao colocar em diálogo tecnologia e humanidade, o seminário propõe aos comunicadores não apenas novas formas de utilizar as ferramentas disponíveis, mas um olhar renovado sobre a própria missão de comunicar.

Emanuell Barroso 

 

 

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