Dom Orani no Dia do Padre: ‘Que cada sacerdote tenha no coração a paixão pela missão’

“Louvamos e agradecemos a Deus por todos os sacerdotes que se encontram nas paróquias, comunidades e locais de missão, gastando a vida pelo Reino de Deus, dando testemunho e anunciando com alegria a Palavra do Senhor”, disse o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, ao presidir a missa em ação de graças pelo Dia do Padre, na memória de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, no dia 4 de agosto.

“Colocados nas mãos de Jesus Cristo como ‘pães e peixes’, pedimos que o Senhor possa multiplicar nossa presença nesta grande cidade para que o Evangelho possa chegar às pessoas que necessitam da Palavra, da proximidade e do aconchego do Senhor em meio a suas dores”, acrescentou o arcebispo, na missa realizada na Igreja da Irmandade de São Pedro, no Rio Comprido, com a presença de bispos auxiliares, sacerdotes, diáconos e seminaristas.

“Celebramos no dia 4 de agosto e no primeiro domingo do Mês Vocacional, o Dia do Padre, dedicado às orações pelas vocações e ao ministério ordenado. Colocamos no altar do Senhor todos os sacerdotes que têm a missão de serem anunciadores de boas notícias. Que cada sacerdote tenha no coração a paixão pela missão e de ser próximo de quem necessita do amor de Deus”, evidenciou o arcebispo.

Dom Orani observou que a arquidiocese tem cerca de 700 sacerdotes entre diocesanos e religiosos para uma população de quase sete milhões de habitantes, as quais aproximadamente 60% são católicos, mas que o número de sacerdotes é insuficiente para atender as necessidades pastorais do povo de Deus.

“Assim como Jesus que percorria de cidade em cidade, devemos anunciar o Reino de Deus, proclamar a Boa Nova e ter compaixão das várias situações de dores do nosso povo. Porém, vemos que a messe é grande e os operários são poucos. Não basta apenas celebrações com uma multidão de fiéis, há necessidade de uma presença próxima, de escuta. É grande a missão que nós somos chamados hoje”, disse.

Dom Orani destacou a necessidade da proximidade porque há muitas situações na sociedade que machucam o povo, como os efeitos da pandemia, o perigo das epidemias, o desemprego e a pobreza. Ainda a violência física, a verbal, por meios digitais, as divisões e polarizações.

“Sabemos que a messe é grande e os operários são poucos, mas nós temos a graça do Senhor pela ação do Espírito Santo de enfrentar as situações. Nem mesmo os ataques que a Igreja sofre devem nos desanimar. Há necessidade do profetismo, de denunciar e anunciar e, ao mesmo tempo, de ter um coração aberto às várias necessidades do povo a nós confiado”, disse.

Ao destacar a necessidade de “nunca desanimar com as dificuldades da missão”, Dom Orani lembrou a figura do Cura d’Ars, que encontrou uma igreja vazia em uma cidadezinha perdida da França a que foi enviado, mas com persistência foi ao encontro das pessoas, chamando-as à penitência, à confissão, à oração, e conseguiu mudar a realidade da cidade.

“Muitas vezes enfrentamos situações que não nos deixam avançar. Há flechadas de todos os lados que causam sobressaltos e nos machucam. Mas, não podemos desanimar com as dificuldades da missão, da evangelização. Pelo contrário, todos juntos, em unidade, devemos ter a mesma disposição de quando os Apóstolos receberam o Espírito Santo. Que cada um viva com entusiasmo o ministério a que foi chamado”, concluiu o arcebispo.

 

Carlos Moioli

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