Retiro dos Coroinhas do Vicariato Leopoldina reúne cerca de 800 jovens e fortalece a espiritualidade do serviço ao altar

Cerca de 800 coroinhas participaram, no dia 11 de julho, do Retiro dos Coroinhas do Vicariato Leopoldina, realizado no Colégio Pio XI, em Ramos. O encontro proporcionou um dia de intensa formação espiritual, oração, convivência e renovação do compromisso com o serviço ao altar, reunindo crianças, adolescentes e jovens de diversas paróquias do vicariato.

Um dos momentos mais marcantes da programação foi a presença da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, dentro da programação do Círio de Nazaré no Rio, conduzida ao local pelo arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, reforçando a dimensão mariana da espiritualidade dos coroinhas.

A programação teve início às 8h, com a Santa Missa presidida pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Joselito Ramalho Nogueira, seguida por uma série de atividades formativas adaptadas às diferentes faixas etárias dos participantes. O retiro foi organizado em três grupos — crianças de até 10 anos, adolescentes de 11 a 14 anos e jovens a partir dos 15 anos —, permitindo que cada etapa da formação fosse desenvolvida de maneira apropriada à realidade dos participantes.

O assistente eclesiástico arquidiocesano do Ministério dos Coroinhas, padre Rodrigo Brum Moreira Junior, explicou que toda a programação foi pensada para fortalecer não apenas o exercício do serviço litúrgico, mas também a vivência da fé no cotidiano.

“O retiro começou com a celebração eucarística, seguida de pregações de acordo com a idade de cada grupo, dividido por faixa etária. Também houve almoço, confissões, novas pregações à tarde, adoração ao Santíssimo Sacramento e um momento de encerramento. O objetivo foi fazer com que os coroinhas renovassem o sentido do serviço ao altar, testemunhando o amor e a graça de Deus também na escola, entre os amigos e em todos os ambientes onde vivem”, destacou o sacerdote.

Ao longo do dia, os participantes também refletiram sobre a missão de Nossa Senhora na vida daqueles que servem ao altar. Segundo padre Rodrigo, a presença da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré conferiu um significado ainda mais profundo ao encontro, tornando-se um dos pontos altos da programação.

“A presença de Nossa Senhora de Nazaré fez toda a diferença. Receber sua imagem como modelo daquela jovem que disse o seu ‘sim’ a Deus foi uma grande alegria para todos nós. Maria é exemplo para os jovens coroinhas que, desde muito cedo, também dizem o seu ‘sim’ para servir a Deus e à comunidade. Ela mostra à juventude de hoje que não devemos ter medo de responder ao chamado de Deus, confiando que a sua graça nos basta”, afirmou.

Além dos momentos de formação, os participantes tiveram a oportunidade de receber o Sacramento da Reconciliação, em um expressivo gesto de preparação espiritual para continuarem exercendo seu ministério com maior fidelidade e consciência da missão que lhes foi confiada.

Para padre Rodrigo, encontros como esse são fundamentais para evitar que o serviço dos coroinhas se reduza ao cumprimento de funções litúrgicas, sem uma sólida experiência de fé e amizade com Cristo.

“Não é somente uma função. Se não cuidarmos da formação e da base espiritual, eles entram no ativismo e esquecem por que estão servindo. Como Jesus diz no Evangelho de João: ‘Já não vos chamo servos, mas amigos’. Ser coroinha não significa apenas exercer tarefas, mas crescer no amor e na amizade com Jesus Cristo”, ressaltou.

O sacerdote destacou ainda que o acompanhamento espiritual dos coroinhas representa também um investimento no futuro da Igreja. A proximidade com o altar, segundo ele, favorece o despertar vocacional e ajuda crianças, adolescentes e jovens a discernirem o chamado de Deus para suas vidas.

“Lembrávamos, durante o retiro, que eu e o padre Iago Deodato Abreu também fomos coroinhas. Hoje, como sacerdotes, podemos testemunhar que essa proximidade do altar nos tornou mais sensíveis ao chamado de Cristo. Cuidar dessas crianças é também uma forma de agradecer a todos aqueles que cuidaram de nós quando éramos coroinhas. Entre elas poderão surgir vocações sacerdotais e religiosas, porque Deus continua chamando”, enfatizou.

 

Carlos Moioli

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