Vicariato Suburbano acolhe Dom Antonio Catelan como bispo referencial

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro Dom Antonio Luiz Catelan Ferreira, ordenado no último dia 5 de fevereiro, é o bispo referencial do Vicariato Suburbano. Sua apresentação aconteceu na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Campinho, no dia 2 de abril, durante missa presidida pelo arcebispo metropolitano, Cardeal Orani João Tempesta.

Dom Catelan foi acolhido pelo vigário episcopal, padre Rogério Heleno Pereira Félix, o pároco local, padre Sebastião Natal de Rezende e por diversos sacerdotes, entre eles, os vigários forâneos responsáveis por cada uma das oito foranias que compõem o vicariato. Também diáconos, representantes da Vida Consagrada, lideranças pastorais e de movimentos eclesiais, e fiéis da comunidade.

“Desde que chegou ao Rio de Janeiro, Dom Catelan tem sido incansável em seus trabalhos, ao qual agradeço muito pela sua disponibilidade e abertura”, disse Dom Orani, observando que ele será também bispo referencial de outros organismos e dimensões pastorais na arquidiocese: vigário geral, Coordenação Arquidiocesana de Pastoral, Comissão Arquidiocesana de Pastoral da Iniciação Cristã, Dimensão Missionária, dos Estudantes no Exterior e dos Católicos na Política.

Os cânticos da celebração foram apresentados pelos corais da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Campinho, Paróquia Santo Sepulcro, em Madureira, e Comunidade Cefas, sendo regidos em conjunto pelos maestros Nei Souza, Victor Gomes e Márcio Aquino.

 

Proximidade

Na homilia, Dom Orani destacou a missão que Dom Catelan assume diante dos desafios e realidades de uma grande cidade com sete milhões de habitantes, na qual deverá colaborar com a organização arquidiocesana, para que a Igreja seja uma presença na vida das pessoas.

“O Vicariato Suburbano recebe oficialmente Dom Catelan como bispo referencial para acompanhar, servir, visitar as paróquias, capelas, o povo de Deus e, sobretudo, para estar junto com os sacerdotes, facilitando a capilaridade da presença da Igreja na região. Que a sua proximidade possa levar os fiéis a ter consciência da vida de fé, de serem coerentes com o batismo e de serem fermento no meio da massa”, disse o arcebispo.

 

Testemunhar o amor de Deus e a presença de Jesus Cristo

Na sua mensagem, no final da celebração, Dom Antonio Catelan partilhou que quando soube que tinha sido designado para colaborar no Vicariato Suburbano, pediu a ajuda de Deus para desempenhar um bom trabalho e de “ser um bom bispo com vocês e para vocês”.

Dirigindo-se aos padres, Dom Catelan lembrou que pelo pouco que conhece da arquidiocese e da cidade do Rio, já pôde perceber que estão “presentes no Vicariato Suburbano todas as características da sociedade humana com suas qualidades e belezas, mas também situações de sofrimento e dores”.

Ao tomar conhecimento que os párocos precisaram adiantar os horários de missas noturnas por causa da insegurança, Dom Catelan observou que situações de violência já existiam e que foram agravadas com a pandemia, mas que a “Igreja é solidária com a pessoas e padece das mesmas dificuldades, mas com um diferencial. No meio de todas essas situações a Igreja testemunha o amor de Deus e a presença de Jesus Cristo”.

“Pela proximidade e fraternidade entre nós, a Igreja se faz presente, testemunha o amor de Jesus e pode efetivamente fazer o bem. O maior bem que podemos fazer é testemunhar a presença do amor de Deus em Jesus Cristo que salva, consola e nos fortalece para enfrentar todas as situações. Para isso que fomos chamados em primeiro lugar, essa é a razão do nosso ser, e é isso que procuramos fazer com todas as nossas forças, pensamento e criatividade: testemunhar a presença amorosa e salvadora de Jesus Cristo”, disse.

Dom Catelan destacou que o testemunho é feito através do trabalho das mais variadas pastorais e demais atividades nas paróquias, como a celebração dos sacramentos, a adoração ao Santíssimo, o socorro aos pobres ou o auxílio que é dado para a transformação social.

“Em tudo o que fazemos, no fundo, é uma coisa só: testemunhamos a presença de Jesus Cristo e o poder que essa presença salvadora tem para sanar as várias situações humanas. Essa é a nossa profecia fundamental, não aquilo que falamos, mas o que somos. Num mundo polarizado e dividido, nós testemunhamos que existe outro modo de viver. Um modo fraterno, porque nos encontramos com Cristo e oferecemos a outras pessoas a oportunidade de viver também esse mesmo encontro”, disse.

Dom Catelan concluiu sua mensagem dizendo: “Que Deus nos ajude a todos nós, em todos os momentos, a cumprir essa missão, na certeza que estaremos servindo a obra de Deus neste mundo. Agradeço pelas orações, conto com a continuidade delas, e podem contar comigo. Aos padres, quero ser um irmão e contem comigo no que precisar, como também os agentes das pastorais. Que Deus nos ajude”.

 

Carlos Moioli e Cintia Bernardes

Foto: Cintia Bernardes / PASCOM

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