Igreja no Rio lança campanha de solidariedade às vítimas do terremoto na Venezuela

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, por meio da Cáritas Arquidiocesana, lançou uma campanha de solidariedade em favor das vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela no dia 24 de junho. A iniciativa busca mobilizar os fiéis e toda a sociedade para auxiliar as dioceses e as Cáritas locais no atendimento às populações afetadas pela tragédia.

Os fortes abalos sísmicos, considerados os mais intensos registrados no país nas últimas décadas, provocaram um cenário de devastação em diversas regiões venezuelanas. Os tremores foram sentidos em várias cidades, inclusive na capital, Caracas, causando danos significativos à infraestrutura, atingindo residências, hospitais, escolas, seminários e templos religiosos. Em algumas localidades, o fornecimento de energia elétrica e água potável entrou em colapso, enquanto milhares de pessoas permanecem desalojadas ou abrigadas em espaços abertos por receio de novas réplicas.

As autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência nacional, enquanto equipes de resgate, apoiadas por organismos internacionais, seguem trabalhando na busca por sobreviventes e na assistência às famílias atingidas. A situação é considerada especialmente delicada nas áreas mais afetadas, onde o acesso a alimentos, medicamentos e itens básicos tornou-se um dos principais desafios humanitários.

Diante da gravidade da situação, o Papa Leão XIV manifestou publicamente sua proximidade ao povo venezuelano e, por meio da Esmolaria Apostólica, destinou uma ajuda emergencial à Igreja na Venezuela, além de assegurar suas orações pelas vítimas, familiares e por todos aqueles que atuam nas ações de socorro.

Convocação à solidariedade

No Rio de Janeiro, a Cáritas Arquidiocesana iniciou uma campanha para arrecadar recursos financeiros que serão encaminhados às dioceses e às Cáritas venezuelanas, responsáveis pela assistência direta às populações mais vulneráveis. A conta da Cáritas para depósito das doações é no Banco Bradesco, agência 0814-1, conta corrente 48.500-4. A chave PIX é o mesmo número do CNPJ: 34.267.971/0001-14.

O vigário episcopal do Vicariato para a Caridade Social e presidente da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, monsenhor Manuel Manangão, destacou a importância da mobilização solidária neste momento de sofrimento. “Mais uma vez vimos contar com a generosidade de nosso povo. Muitas pessoas foram vitimadas pelo terremoto na Venezuela e necessitam da nossa ajuda solidária. Contamos com a participação de todos para que os recursos sejam enviados às dioceses e às Cáritas locais, ajudando cada vítima em situação mais precária”, afirmou.

Monsenhor Manangão recordou ainda que a contribuição de cada pessoa pode fazer a diferença na reconstrução da vida das famílias atingidas. “Sua ajuda é importante e necessária neste momento de dor e sofrimento para tantas pessoas. Contamos com a vossa generosidade”, ressaltou.

Igreja: sinal de esperança

Para o vigário episcopal do Vicariato para a Pastoral, cônego Cláudio dos Santos, a campanha representa uma oportunidade concreta de manifestar a caridade cristã e renovar a esperança dos irmãos que sofrem. “É um momento de solidariedade em que todos nós podemos nos unir por meio da nossa doação financeira. A solidariedade transforma, e devemos manifestar cada vez mais a esperança aos corações”, destacou.

O cônego Cláudio enfatizou que não importa o valor da contribuição, mas sim o gesto de amor e partilha. “O pouco com Deus é muito diante da necessidade do ser humano. Se damos com alegria, mesmo que seja pouco, estamos dando com amor, e esse gesto transforma toda essa realidade de sofrimento que o povo da Venezuela está passando neste momento”, disse.

O cônego Cláudio recordou ainda a tradição solidária da Igreja do Rio de Janeiro diante das situações de calamidade e sofrimento humano. “A Igreja é sinal de esperança e nós, como fiéis, devemos contribuir para minimizar o sofrimento de quem quer que seja, independentemente da fé. Como seres humanos, devemos nos ajudar uns aos outros, sempre”, afirmou.

Carlos Moioli

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