Dom Orani celebra Te Deum com escolas católicas na Igreja de Sant’Ana

O arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu um Te Deum solene pelo Dia Nacional de Ação de Graças na Igreja de Sant’Ana, no Centro, no dia 24 de novembro.

 

“Ao chegar ao final do Ano Litúrgico e próximo do fim do ano civil, elevemos ao Senhor nosso louvor e gratidão por todos os dons e graças que recebemos. Agradecemos a Deus sobretudo pelo dom da nossa vida, e que Ele nos dê a graça de levar adiante nossa missão”, disse o arcebispo.

 

“Damos graças não porque não temos problemas, dificuldades e dissabores. Eles sempre existem, mas percebemos a presença do amor de Deus em nossa existência. Nos momentos difíceis e complexos, quando a dor se abate em nosso coração e o sofrimento vem ao nosso encontro, temos a certeza que o Senhor nos sustenta em seu amor”, acrescentou.

 

“A consolação que vem do Senhor, e sua presença em nossa vida nos faz dar graças. Ele não nos abandona, está presente em nossa existência. As dificuldades existem para todos, existiram e existirão, mas o cristão percebe que a sua vida está nas mãos e Deus. Que nesse Dia Nacional de Ação de Graças possamos nos colocar de corações abertos para continuar sempre unidos ao Senhor”, destacou o arcebispo.

 

A missa, que contou com a presença de estudantes e docentes de escolas católicas, foi concelebrada pelos bispos auxiliares Dom Paulo Alves Romão e Dom Roque Costa Souza. Entre os sacerdotes, estavam o pároco, padre José Laudares de Ávila, e os representantes do Vicariato para a Educação; o vigário episcopal, padre Thiago Azevedo Pereira, e o vigário adjunto, padre Jorge Luiz Vieira da Silva.

 

Ação de graças

Na homilia, Dom Orani destacou ainda que a tradição do Dia Nacional de Ação de Graças, iniciado nos Estados Unidos, foi instituído no Brasil há 73 anos, a fim de que todos os brasileiros dedicassem um dia do ano civil para agradecer a Deus por todos os benefícios concebidos.

“Quando se criou, nos Estados Unidos, o Dia de Ação de Graças, o povo religioso agradecia ao Senhor pela nova terra e pelo dom das colheitas que começavam a existir. Isso foi sendo transmitido para o resto do mundo e mais tarde, em 1949, por um decreto presidencial, a data foi instituída no Brasil”, disse.

“Numa sociedade polarizada politicamente, onde as pessoas querem construir muros ao invés de construir pontes, somos chamados a ser homens e mulheres que vivemos permanentemente em ação de graças em nome de Cristo! Sejamos construtores da paz! A paz começa dentro de casa, perpassa nosso trabalho e plenifica-se na vida social e religiosa”, concluiu o arcebispo.

 

Carlos Moioli

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