Festival de música escolhe hino oficial do jubileu de 45 anos da Pastoral de Favelas

O festival de música que escolheu o hino comemorativo dos 45 anos de fundação da Pastoral de Favelas da Arquidiocese do Rio de Janeiro foi realizado no Santuário São Paulo Apóstolo e Nossa Senhora da Paz, no Complexo da Maré, em 10 de setembro.

O festival contou com sete canções nos mais diversos ritmos de vários compositores do Rio de Janeiro que em suas letras exaltaram a história, missão e trabalho da Pastoral de Favelas durante toda a sua trajetória.

O evento contou com a presença do coordenador arquidiocesano da Pastoral de Favelas, monsenhor Luiz Antônio Pereira Lopes, e do pároco local, padre João Damasceno da Cruz Filho.

Na classificação geral, o hino da dupla Gustavo Kelly e Paulo Miranda foi escolhido em primeiro lugar, tendo como título: “Vida apesar de tudo para nós.” Em segundo lugar, o hino “Gente de fé”, de Rita de Cássia de Oliveira Santarem e Wagner Moreira Santarem, e, em terceiro lugar, “A pastoral é quem nos traz”, de José Petit.

Mais quatros hinos foram classificados: em quarto lugar, “Fé e coragem”, de Valdeir Henrique Ramos, em quinto lugar, “Favela é vida”, de Allan Jales e Wendel Lucena, em sexto lugar, “Pastoral de Favelas perseverança e fé”, de Bhega Silva, e em sétimo lugar, “Resistência e fé”, de Uilque Lopes.

O coautor do samba que venceu a competição, Gustavo Kelly da Pastoral da Comunicação, afirmou que participar do festival foi uma experiência de muito aprendizado.

“Desde quando foi anunciado o festival, eu e o amigo de composição Paullo Miranda começamos a estudar a história da Pastoral de Favelas, lendo documentos e assistindo os vídeos do grupo no canal do YouTube, inclusive o documentário que conta grande parte da história, e isso nos fez conhecer uma linda trajetória que nos inspirou a compor a canção que tem como espinha dorsal o ‘grito’ por moradia e dignidade, a maior luta da pastoral, e para nós, nada melhor do que retratar tudo isso em forma de samba, onde a favela é o berço,” destacou Gustavo.

A bonita festa também teve a participação dos grupos de dança Quadrilha da paz e Sorrir é viver, dedicado à terceira idade, ambos da Maré, performance de hip hop com jovens da paróquia anfitriã, recital de poema e até apresentação de rap do Mc Leonardo da Rocinha, que também fez parte do júri.

O evento faz parte de outros que aconteceram e acontecerão durante este ano, dentre eles, exposições de fotos e documentos que retratam a caminhada do grupo, apresentações culturais, debates e celebrações.

“Foi uma experiência nova, pois nunca tinha organizado um festival como este. A expectativa era de conseguir mais inscritos para competir e também atrair um público maior, pois a divulgação e preparação começou em março, mesmo assim fiquei muito satisfeita com as músicas apresentadas e com o clima aconchegante que o evento proporcionou com a ajuda da equipe anfitriã do santuário, resumindo, valeu a pena todo o trabalho e esforço somado, pois tudo para Deus tem o seu valor“, afirmou uma das organizadoras do evento, Lúcia Cerqueira, que faz parte da Pastoral de Favelas.

O assistente social da Arquidiocese do Rio Júlio Mendes, que também é compositor, falou sobre o desafio e a alegria de ter participado da comissão organizadora.

“Participar da organização do festival foi especial. A Pastoral de Favelas é uma instituição, uma escola de vida, um legado do que eu entendo como defesa dos direitos humanos e dos ideais que a Igreja Católica defende. Não foi uma tarefa fácil, mas muito satisfatória, e afirmo com toda a certeza que todas as expectativas foram superadas. Enfim, a Pastoral de Favelas tem uma equipe pequena, mas muito aguerrida, e agentes de muita fibra. Tenho orgulho de participar dessa equipe”, disse Júlio Mendes.

 

Pascom Rio

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