Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Marechal Hermes, celebra jubileu de 70 anos de criação

A Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Marechal Hermes, no Vicariato Suburbano, realizou com grande alegria e entusiasmo o seu jubileu de 70 anos de criação, comemorado com tríduo e missa solene de 11 a 14 de setembro.

Fruto da devoção de portugueses que moravam em Marechal Hermes, a paróquia foi criada pelo Cardeal Jaime de Barros Câmara no dia 14 de setembro de 1952.

Sob a coordenação do administrador paroquial, padre Clauber Cosme Lopes, o jubileu teve como tema: “Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc 1,48).

Durante o tríduo, as missas foram celebradas nas intenções dos fiéis falecidos, dos idosos e dos paroquianos. No dia 14 de setembro, a missa em ação de graças foi presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta.

A comunidade paroquial é formada por matriz e quatro capelas: Nossa Senhora Aparecida e Santa Luzia, e Santo Antônio, ambas em Marechal Hermes; São José, em Guadalupe, e São Sebastião e São Benedito, em Honório Gurgel.

 

Construindo o Reino de Deus

Segundo padre Clauber, a paróquia já teve cinco pastores e desde que chegou, no dia 4 de julho de 2018, há quatro anos, tem procurado enfrentar os desafios de reconduzir o rebanho para reavivar em todos a fé, a esperança e a caridade.

“Desde o meu primeiro momento nessa comunidade já notei a disposição em servir e em contribuir na sua reconstrução. Com a ajuda de Deus, sob a condução do Espírito Santo e a intercessão da Virgem de Fátima, nossa padroeira, fui aos poucos renovando os ares de nossa paróquia, realizando mudanças no templo, aumentando o zelo nas celebrações litúrgicas, animando a iniciação cristã e formando os líderes de pastoral”, disse.

Por ocasião da festa dos 70 anos de fundação, padre Clauber destacou: “Elevo a Deus minha prece de gratidão, por ter me concedido as graças necessárias para reconduzir o rebanho que Ele me confiou em Marechal Hermes para a construção do Reino de Deus no aqui e agora, vivendo a devoção a Maria e a comunhão fraterna com os irmãos em nossas pastorais, grupos e movimentos”.

Carlos Moioli

 

Paróquia Nossa Senhora de Fátima

No meio da década de 1950, muitos portugueses que residiam em Marechal Hermes traziam no peito a fé e a devoção a Nossa Senhora de Fátima, e, por isso, conseguiram que a imagem peregrina visitasse o bairro.

Os moradores tinham o sonho de construir uma capela dedicada a Nossa Senhora de Fátima, e isso foi possível quando, em 14 de setembro de 1952, o então arcebispo, Cardeal Jaime de Barros Câmera, erigiu a paróquia e lançou a pedra fundamental no terreno ao lado da Escola Municipal Professor Carneiro Felipe, na presença de autoridades civis, religiosas e da comunidade. Na ocasião, ele deu a posse ao padre Eurico José Cavalcanti como pároco da nova Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Marechal Hermes.

Padre Eurico, cheio de ardor, animava a comunidade com alegres celebrações, procissões e quermesses, que no início foram realizadas na Escola Professor Carneiro Felipe e, depois, passaram a ser realizadas no refeitório da Fábrica Nacional de Vagões.

A comunidade foi crescendo com fé, na partilha, na Eucaristia e, caminhando nos passos de Jesus, cresce também o desejo da construção do prédio da igreja. Surge então a oportunidade de adquirir o clube da Rua Mambarés e o lote da Rua Mipibu.

Após muito empenho do padre Eurico e da comunidade, com carnês e arrecadações diversas, foi construída a capela de madeira, onde no alto foi erguida uma imponente cruz.

Em 1956, padre Eurico adoeceu e foi afastado da paróquia, e durante um ano os padres agostinianos da Paróquia Nossa Senhora das Graças, de Marechal Hermes, deram assistência à comunidade.

A paróquia foi administrada pelo padre Feliciano Lapenda Neto de 1957 a 1973, período em que se inicia a construção da casa paroquial e do salão, onde eram realizadas as celebrações. Após algum tempo é iniciada a construção da igreja atual, com muito empenho da comunidade.

Em 1973, chega o padre Lindolfo Lisboa, que com muito ardor revoluciona a paróquia, com a criação de diversas pastorais, ECC e o grupo de oração da Renovação Carismática Católica. Também construiu a Capela do Santíssimo e criou a Escola de Evangelização 2000.

De setembro de 1999 até 2015 assume a paróquia o padre Carlos Alberto Pinto, jovem com os olhos voltados para a promoção humana, que direciona a comunidade para um novo caminho: o da missão, que aproveita o término das missões populares e cria seis comunidades.

Ele reformula a Pastoral do Batismo, cria a Pastoral do Dízimo e da Criança, a Farmácia Comunitária e acolhe o grupo dos Alcoólicos Anônimos (A.A.) Também inicia o curso de alfabetização para adultos, o pré-vestibular comunitário, anima o Apostolado da Oração e incentiva a aquisição de uma imagem do Sagrado Coração de Jesus.

Em 2015, assume a paróquia o padre José Francisco, que na sua gestão reforma o prédio da paróquia, mas com a saúde debilitada, deixa a comunidade.

Em setembro de 2018, chega o novo e atual pároco, padre Clauber Cosme Lopes. Aberto ao diálogo, começa a estabelecer laços com a comunidade, na qual orienta para a percepção de que pelo Batismo todos se tornam irmãos e membros de uma mesma família.

Padre Clauber ressignifica as pastorais e os movimentos, motivando os paroquianos a se engajarem no trabalho missionário e evangelizador. Seguindo a orientações do Papa Francisco, ele introduz na comunidade a ideia de que a Palavra de Deus deve ser sempre difundida com alegria, e o rosto da comunidade deve refletir a alegria e a solidariedade. Ele também cria a Pastoral da Acolhida, um movimento de devoção a Santa Mônica, e passa a incentivar o trabalho da Pastoral da Comunicação.

No plano material, padre Clauber executa a reforma da casa paroquial, e para ajudar a estruturar as finanças paroquiais, estabeleceu um Conselho Econômico.

O seu maior desafio é manter a unidade, a esperança e a fé da comunidade. Quando as igrejas foram fechadas devido à pandemia da Covid-19, ele, com muito trabalho, oração e fé, ajudou a comunidade a superar este momento tão difícil.

Evarista Bomfim

 

 

 

 

 

 

 

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