Jesuítas encerram Ano Inaciano com missa na Catedral do Rio de Janeiro

O encerramento do Ano Inaciano foi celebrado na manhã do dia 21 de agosto, na Catedral de São Sebastião, pelos jesuítas do Núcleo Apostólico Rio de Janeiro, Nova Friburgo e Juiz de Fora. A Santa Missa foi presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, e concelebrada pelo provincial dos jesuítas no Brasil, padre Mieczyslaw Smyda, SJ, pelo coordenador nacional do Ano Inaciano, padre José Laércio de Lima, SJ, pelo reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), padre Anderson Antonio Pedroso, SJ e pelo diretor do Colégio Santo Inácio, em Botafogo, padre Adilson Silva, entre outros sacerdotes da Companhia de Jesus.

A cerimônia celebrou, como família, os frutos do ano jubilar, que recordou os 500 anos da conversão de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, e a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora.

Durante a homilia, Dom Orani ressaltou o papel da Companhia de Jesus perante os desafios atuais da Humanidade: “A Igreja contou no passado com a Companhia de Jesus em tantas situações, e como nos diz o Santo Padre, o Papa Francisco, como jesuíta, tem contado também com a Companhia de Jesus para os momentos atuais, para o agora da nossa vida, para as situações desafiadoras do mundo de hoje, para que dentro das várias realidades e situações possam experimentar justamente os caminhos de discernimento e de solução nessa caminhada”.

O carisma inaciano e o legado da Companhia de Jesus no Brasil, e em especial, no Rio de Janeiro, também foram recordados pelo arcebispo.

“Marcados pelos Exercícios Espirituais, temos aqui a casa própria também para isso. Marca da espiritualidade, de olhar para a vida em Deus, e na Assunção que Nossa Senhora nos coloca é que vai nascendo todos os demais trabalhos pastorais e serviços mais diversos. Nós contamos com isso e agradecemos a Deus por esse carisma presente em nossa arquidiocese desde o início da fundação desta cidade, mas, ao mesmo tempo, sabendo que assim como a redenção é algo muito maior que a própria criação, nos diz justamente a liturgia da Igreja, nós somos chamados a ver que em Jesus Cristo tudo se renova, tudo se refaz”, destacou.

Dom Orani completou dizendo: “o Rio de Janeiro deve muito, sem dúvida, a toda presença jesuítica que temos aqui, lugares históricos marcados pelos jesuítas, inclusive um bairro que se chama Jesuítas. Que realmente possamos contar com essa presença renovadora e que reavive esse dom da fé aqui nesta cidade.”

Por fim, o provincial dos Jesuítas recordou, durante suas palavras, o processo de conversão vivido por Santo Inácio de Loyola, e explicou como os frutos dessa conversão podem nos transformar ainda nos dias de hoje. “O processo de Inácio nos ajuda a compreender a conversão não como um ato, um momento isolado, mas como um processo que nos permite recuperar a liberdade interior e que nos faz plenamente disponíveis para assumir a missão de evangelizar no mundo de hoje, na simplicidade e sobriedade da vida. Justamente, a nossa vida comum de amigos do Senhor nasce e se nutre da Eucaristia celebrada em memória de Jesus, fazendo de nós um povo de Deus que reza, que louva e que se dispõe a servir a Deus e aos irmãos. Este ano, foi a oportunidade para nós, como Corpo Apostólico, de nos encontrarmos com o Senhor, aqu’Ele que mudou a vida de Inácio, transformando seu modo de olhar o mundo, as pessoas e o próprio tempo. A nós é oferecida a oportunidade de adquirir esse mesmo olhar para ver novas todas as coisas em Cristo”, disse padre Smyda.

Além dos membros do Núcleo Apostólico, estiveram presentes na celebração integrantes da Comunidade de Vida Cristã (CVX) e da Associação de Comunidades de Vida Marianas (ACVM) e do Apostolado da Oração (AO).

Após a Santa Missa, os jesuítas visitaram a Igreja São Francisco Xavier, em Niterói (RJ), que foi construída pelos religiosos da Companhia de Jesus, no século XVI. Entre os jesuítas que por lá passaram está São José de Anchieta. Tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o templo está bem preservado e segue como igreja ativa, tendo uma programação de missas, de casamentos e de outros sacramentos.

A visita à Igreja de São Francisco Xavier não fez parte do evento oficial de encerramento do Ano Inaciano, mas foi a oportunidade para que os jesuítas pudessem conhecer esse local histórico e confraternizarem, entre si, com muita alegria.

 

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