Missa na Igreja de Sant’Ana pelos 80 anos da morte de Dom Sebastião Leme

Os 80 anos da morte do Cardeal Sebastião Leme da Silveira Cintra foram marcados com uma missa na Igreja de Sant’Ana, no Centro, presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, no dia 17 de outubro.

No início da celebração, todos foram acolhidos pelo pároco da Paróquia de Sant’Ana, padre José Laudares de Ávila. A missa foi concelebrada pelos bispos auxiliares Dom Roque Costa Souza e Dom Assis Lopes.

Ainda concelebrada pelo coordenador de pastoral, cônego Cláudio dos Santos, pelo vigário episcopal do Vicariato Urbano, padre Wagner Toledo, pelo monsenhor Gustavo José Cruz Auler e pelos padres Eraldo de Souza Leão Filho e Pedro Paulo Alves dos Santos. 

Homem de Deus e grande cidadão

Na homilia, Dom Orani destacou que o segundo cardeal do Brasil, Dom Sebastião Leme, foi bispo auxiliar, arcebispo coadjutor e titular da Arquidiocese do Rio de Janeiro, e faleceu no dia 17 de outubro de 1942, aos 60 anos.

“Homem de Deus e grande cidadão, cidadão do céu, Dom Sebastião Leme marcou a história com muitas iniciativas, em tão pouco tempo. Sempre aparece uma novidade por ele iniciada. Para apresentar Jesus Cristo como o Senhor da vida e da história, atuou em muitas frentes, procurando responder às necessidades de seu tempo”, disse o arcebispo.

Dom Orani elencou as principais iniciativas de Dom Sebastião Leme, que hoje são um legado para a Igreja e o país, como a organização do primeiro Congresso Eucarístico no Brasil e as criações do Centro Dom Vital e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Esteve à frente da instituição do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma, e da construção do monumento do Cristo Redentor.

“Dom Sebastião Leme também é conhecido como o ‘Bispo da Eucaristia’. Não só instituiu o Santuário de Adoração Perpétua na Igreja de Sant’Ana, mas quis ser sepultado na nave principal da igreja, aos pés do altar, como testemunho de seu amor a Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento”, disse o arcebispo.

A celebração eucarística pelos 80 anos da morte de Dom Sebastião Leme, observou o arcebispo, faz parte das atividades do Quinquênio jubilar da arquidiocese, que foi iniciado no ano passado e será concluído em 2025, dentro das comemorações dos 450 anos da instalação da Prelazia de São Sebastião, no Rio de Janeiro. 

“O Quinquênio jubilar não substitui o Plano de Pastoral e nem as prioridades da arquidiocese, mas quer contemplar a riqueza e a história da presença da Igreja do Rio de Janeiro. Entre os acontecimentos marcantes, aparecem pessoas que se dedicaram, deram testemunhos, fizeram a sua parte, e Dom Sebastião é uma delas, cujas decisões repercutiram por todo o país, porque na época o Rio era a capital da República”.

“Nesta celebração, temos a oportunidade de agradecer a Deus pela vida e ministério de Dom Sebastião Leme. É necessário e importante fazer memória das pessoas e acontecimentos, mas não vivemos das glórias do passado. Precisamos sim  conhecer e aprender com a história e nos responsabilizar pelo presente e o futuro. Que Dom Sebastião Leme seja um sinal e uma inspiração para que possamos viver nossa missão hoje, como Igreja, na construção de um mundo melhor”, concluiu o arcebispo.

Homenagens

No final da celebração, o seminarista Eduardo Douglas Santana Silva, que está cursando a configuração II no Seminário Arquidiocesano de São José, fez um relato da vida de Dom Sebastião Leme. 

Em seguida, em volta do monumento de Dom Sebastião Leme, onde estão seus restos mortais, foi inaugurada por Dom Orani placa comemorativa. 

 

Carlos Moioli

 

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